Filosofia da Natureza - 2. semestre

Objectivos

a) Situar a Filosofia da Natureza no quadro geral dos saberes filosóficos;
b) Identificar e enunciar com rigor as principais questões abordadas pela Filosofia da Natureza;
c) Conhecer directamente alguns dos textos mais relevantes da tradição filosófica no âmbito da Filosofia da Natureza;
d) Aprofundar as noções de natureza e de natural e situar estes conceitos no quadro dos conceitos com que mantêm relações de complementaridade ou de oposição;
e) Aprofundar questões relevantes da Filosofia da Natureza.

Caracterização geral

Código

711031065

Créditos

6

Professor responsável

António de Castro Caeiro

Horas

Semanais - 4

Totais - A disponibilizar brevemente

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

Nenhum

Bibliografia

ARISTOTLE, Physics. With an English translation by P. Wickstead and Francis Cornford. 2 vols. Massachusetts, Harvard University Press, 1957-1960. Aristote. Physique. Texte établi et trad. par Henri Charteron. 2 vols. Paris, Les Belles Lettres, 1963-1969.

R. BOYLE, A Free Enquiry into de Vulgarly Received Notion of Nature, in The Works of Robert Boyle. Edited by Michael Hunter and Edward B. Davis, vol. 10. London, Pickering & Chatto, 2000.

G. W. LEIBNIZ, “Système nouveau de la nature et de la communication des substances aussi bien que de l’union qu’il y a entre l’ame et le corps”, in Die philosophishen Schriften. Hrsg. Von K. I. Gerhardt, vol. 4. Berlin, 1880. Reimpr. Hildesheim-New York, Georg Olms Verlag, l978.

B. A LUSTIG, B. A. BRODY, G. P. McKENNY (eds.), Altering Nature. Volume One: Concepts of ‘Nature’ and ‘The Natural’ in Biotechnology Debates, Dordrecht, Springer Netherlands, 2008.

VOLTAIRE, Questions sur l’Encyclopédie, par des amateurs (VII) in Les Oeuvres Philosophiques de Voltaire, vol. 42B, Oxford, Voltaire Fondation, 2012

Método de ensino

O curso tem uma natureza teórico prática. Haverá aulas de enquadramento, de apresentação e contextualização do pensamento dos diversos autores ou de formulação e aprofundamento dos problemas em análise, e aulas mais centradas na análise e discussão de textos. Os alunos terão acesso aos textos a analisar, devendo preparar a sua discussão em sala de aula.
Ensino presencial.

Método de avaliação

Duas provas escritas, uma a meio do semestre (30%) e outra no final (60%). Participação oral nas aulas (10%).

Conteúdo

O adjetivo ‘natural’ qualifica múltiplas dimensões da experiência humana: falamos de seres naturais, de processos naturais, de leis naturais, de fenómenos naturais, de aptidões naturais, de poderes naturais, etc. Mas o que se quer exatamente dizer quando se qualifica uma realidade, um processo, etc. como natural? De que falamos quando falamos de ‘natureza’ ou de ‘natural’?
De outra perspetiva, a adjetivação de certas realidades como sendo ‘naturais’ pressupõe ou veicula uma delimitação negativa do não-natural: justamente porque nem tudo é natural, algo pode (ou não) ser pertinentemente qualificado como tal; por isso falamos de artefactos, de mundos virtuais, de manipulação da natureza, etc.
O curso focará os conceitos de “natureza” e de “natural”, as múltiplas formas de os entender e de entender o par natural/não natural.
Prestar-se-á atenção tanto a textos de autores clássicos da Filosofia como a algumas discussões contemporâneas sobre o tema.

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: