História da Arte Manuelina - 1. semestre

Objectivos

Compreender a génese histórica e ideológica do conceito de “arte manuelina” em Portugal; Situar a arte manuelina no contexto histórico-artístico do tardo-gótico internacional; Compreender a evolução da encomenda e da mutação do gosto no reino, entre os finais do século XV e o primeiro quartel do século XVI; Caracterizar os diversos programas da arte manuelina; Relacionar a linguagem da arte manuelina com o sentido propagandístico e a ideia de Império inerentes ao quadro político do reinado de D. Manuel I; Identificar a arte manuelina nas suas diversas formulações, da intervenção total à emergência episódica.

Caracterização geral

Código

711061057

Créditos

6

Professor responsável

Hélder Carita

Horas

Semanais - 4

Totais - A disponibilizar brevemente

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

Não aplicável

Bibliografia

AFONSO, L. A. (2005). Manuelino e Luso-Tropicalismo : a historiografia da arte e a construção da identidade portuguesa durante o Estado Novo. Coimbra: Almedina ; COSTA, J. P. O. (2011). D. Manuel I. Temas e Debates ; DIAS, P. (1988). A Arquitectura Manuelina. Porto: Livraria Civilização ; PEREIRA, P. (1990). A Obra Silvestre e a Esfera do Rei. Iconologia da Arquitectura Manuelina na Grande Estremadura. Coimbra: Instituto de História da Arte ; SILVA, J. C. V. (1989). O Tardo-Gótico em Portugal. A Arquitectura no Alentejo. Lisboa: Livros do Horizonte

Método de ensino

Aulas teórico-práticas segundo método expositivo com recurso a meios audiovisuais e a utilização de meios didácticos específicos tais como: textos de apoio, imagens e plantas de edifícios. Esta UC inclui 3 visitas de estudo: Batalha; Évora e Jerónimos. O estudo deverá ser feito de forma continuada através da consulta da bibliografia recomendada, da informação registada em aula e do material didáctico disponibilizado.

Método de avaliação

Avaliação: recensão crítica + trabalho de investigação/problematização sobre um programa arquitectónico/decorativo da Arte Manuelina, sujeito a apresentação oral + frequência. A recensão crítica vale 40% da 1ª Nota Final; o trabalho de investigação 60%. O aluno classificado com nota ≤14, na 1ª Nota Final, dispensará a frequência. Caso contrário, terá de realizar frequência, que corresponderá a 50% da 2ª Nota Final. Valoriza-se a assiduidade e a participação.

Conteúdo

1. O “Manuelino”: teorização de uma expressão artística
1.1. A origem do termo
1.2. A fortuna do conceito: redefinições e novas interpretações simbólicas
1.3. Visões em confronto?: a discussão sobre o conceito de “manuelino” na historiografia da arte portuguesa do século XX
1.4. O Manuelino como tardo-gótico: o pioneirismo de Mário Tavares Chicó e os autores contemporâneos
2. O “Manuelino”: concretizações do tardo-gótico português
2.1. Edifícios “pré-manuelinos”: igrejas da Conceição de Beja, Nª Srª do Pópulo das Caldas da Rainha e Jesus de Setúbal
2.2. O Mosteiro da Batalha: Mateus Fernandes e as obras manuelinas
2.3. O “Manuelino” no Alentejo e a definição de uma ´linguagem´ arquitectónica
2.4. O “Manuelino” no Norte e a presença dos mestres espanhóis
2.5. As obras \"fetiche\": o Convento de Cristo (Tomar), o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém (Lisboa)
2.6. O mudejarismo, expressão do tardo-gótico peninsular
2.7. A afirmação e imposição do poder régio: a decoração heráldica

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: