Problemas de Literatura Tradicional

Objectivos

a) Equacionar o conceito essencial da literatura tradicional, a tradicionalidade.
b) Perspetivar a literatura tradicional a partir do género romanceiro (origens, persistência, multinacionalidade).
c) Problematizar o âmbito e os limites do conhecimento sobre o romanceiro de tradição antiga.
d) Conhecer os dispositivos teórico-metodológicos adequados à abordagem da tradição antiga dos romances tradicionais.
e) Perspetivar a os contributos portugueses para o romanceiro pan-hispânico.
e) Dispôr e compulsar adequadamente os instrumentos teóricos e metodológicos para a investigação autónoma no âmbito da literatura tradicional.

Caracterização geral

Código

722091125

Créditos

10

Professor responsável

A disponibilizar brevemente

Horas

Semanais - 3 letivas + 1 tutorial

Totais - A disponibilizar brevemente

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

Não tem.

Bibliografia

CATALÁN, Diego (1997). Arte poética del romancero oral, Parte 1a., Los textos abiertos de creación colectiva, Parte 2a., Memoria, invención, artificio, Madrid, Siglo Veinteiuno de España Editores.
DÍAZ-MAS, Paloma (2005). “El romancero hispánico: riqueza y variedad, tradición y innovación”, Romancero, Barcelona, Crítica, pp. 7-32.
DI STEFANO, Giuseppe (2010). Romancero, Madrid, Castalia.
MICHAËLIS DE VASCONCELOS, Carolina (1980). Estudos sobre o Romanceiro Peninsular. Romances Velhos em Portugal, Porto, Lello & Irmão – Editores.
RODRÍGUEZ MOÑINO, Antonio (1973, 1977-1978). Manual bibliográfico de Cancioneros y Romanceros (Impresos, s. XVI), 2 vols, (Impresos, s. XVII), 2 vols., Madrid, Castalia.
_____________________ (1997). Nuevo diccionario bibliográfico de pliegos sueltos poéticos (Siglo XVI), ed. corregida y actualizada por Arthur L.-F. Askins y Víctor Infantes, Madrid, Castalia.

Método de ensino

A leccionação do Programa assenta, por um lado, em aulas expositivas sobre a teorização e a crítica produzidas sobre a literatura tradicional, especialmente sobre o romanceiro e, em particular, sobre a tradição antiga. Contudo, o desenvolvimento programático assenta igualmente na participação dos alunos incentivada pelo provimento ou indicação de textos de natureza conceptual e literária. Algumas das suas intervenções são espontâneas, mas outras são planificadas através de uma calendarização de apresentações e discussões de trabalhos realizados pelos estudantes sob acompanhamento tutorial.

Método de avaliação

A avaliação final dos alunos baseia-se na sua participação (20%), bem como na apresentação escrita (50%) e na exposição oral seguida de debate (30%) de um trabalho de investigação com 10/15 páginas.

Conteúdo

1. Preâmbulo: o conceito de tradicionalidade
2. O romanceiro: génese, história e diversidade
2.1. A nebulosa das origens
2.2. A persistência no tempo e a difusão transcontinental
2.3. A heterogeneidade dos romances
3. O romanceiro de tradição antiga
3.1. Limites e possibilidades do conhecimento do corpus memorial
3.2. Versificação e relato
3.3. Linguagem, poética e retórica
4. Testemunhos de autores portugueses dos séculos XV-XVII
4.1. Os Romances Velhos em Portugal
4.2. A necessidade da revisão e do desenvolvimento dos estudos sobre os testemunhos
4.3. Indícios de um repertório memorial português
5. Contributos portugueses antigos para o romanceiro tradicional
5.1. Dois poemas tradicionalizados de autoria conhecida
5.2. Dois romances de temática nacional