Arqueologia do Megalitismo

Objectivos

1. Problematizar as origens ideológicas e geográficas do megalitismo e a sua difusão universal;
2. Estudar as grandes ocorrências do complexo cultural megalítico europeu, no contexto económico e sócio-religioso;
3. Aprofundar o conhecimento do megalitismo do actual território nacional e zonas vizinhas, nas suas duas grandes vertentes; a das arquitecturas abertas (menires, alinhamentos, cromeleques) e a das estruturas funerárias;
4. Proporcionar informação especializada sobre a relação entre monumentos megalíticos, o ambiente natural e os recursos, as técnicas de edificação daqueles, os símbolos que oferecem, os rituais que integravam e as características e especificidades dos espólios que a eles se associavam;
5. Permitir que os futuros arqueólogos disponham de competências teóricas e técnicas, capazes de desenvolverem trabalhos naqueles âmbitos, tal como projectos e novos modelos interpretativos de período pré-histórico (Neolítico), assim criando conhecimento.

Caracterização geral

Código

722051391

Créditos

10

Professor responsável

A disponibilizar brevemente

Horas

Semanais - 3 letivas + 1 tutorial

Totais - A disponibilizar brevemente

Idioma de ensino

Pré-requisitos

n.a.

Bibliografia

Anati, E. ; Gomes, M. V, (2014) – Stonehenge, Prehistoric Engravings. Weapons for Ancestors or for Gods?, Instituto de Arqueologia e Paleociências, U.N.L., Lisboa.
Anati, E.; Gomes, M. V. (2013) – The Züschen Megalithic Monument (Kassel, Hessen) and its Engravings. Animal Traction, Ploughs, Carts and Wagons in Neolithic Europe, Instituto de Arqueologia e Paleociências, U.N.L., Lisboa.
Briard, J. (1995) – Les Mégalithes de l’Europe Atlantique. Architecture et Art Funéraire (5000-2000 avant J.-C-), Editions Errance, Paris.
Gonçalves, V. dos S.; Sousa, A. C. (eds) (2012) – Transformação e Mudança no Centro e Sul de Portugal: o 4º e o 3º milénios a.n.e., Câmara Municipal de Cascais e Uniarq, Cascais.
Guilaine, J. (dir.) (1999) – Mégalithismes. De l’Atlantique à l’Ethiopie, Editions Errance, Paris.
Jorge, S. de O. (1999) – Domesticar a Terra, Edições Gradiva, Porto.
Mohen, J. P. (1989) – Le Monde des Megalithes, Casterman, Paris.

Método de ensino

O ensino será efectuado através de lições de índole técnico-prática, acompanhadas por informação audiovisual, tanto em sala de aulas como no Laboratório de Arqueologia, como de lições práticas, tendo em vista o contacto com informação empírica específica, nomeadamente a iniciação ao estudo de espólios arqueológicos, procedentes de contextos megalíticos, ou afins, e aos processos de análise laboratorial.
Serão efectuados exercícios de comentário a documentos (textos, relatórios, filmes, etc…), visitas de estudo, a museus, outras instituições e a escavações e/ou sítios arqueológicos.

Método de avaliação

A avaliação dos conhecimentos dos alunos será realizada através de trabalho escrito individual (máximo 10 pp.) e de teste escrito, ambos com 20 valores de cotação.
Os trabalhos serão apresentados e discutidos em aulas.
Consideram-se aprovados os alunos que obtiverem média igual ou superior a 10 valores naquelas duas provas.

Conteúdo

Serão tratadas as seguintes grandes temáticas:
1. Conceptualidade, estratégias económicas, organização social e Megalitismo, suas origens e difusão. Velhas teses, a informação empírica tradicional e recentes descobertas;
2. Megalitismo, sociedades e simbolos da Velha Europa;
3. O complexo cultural megalítico e as sociedades produtoras de alimentos em Portugal. Regionalismos e diacronias;
4. A arte megalítica, em dólmenes e menires. Quais os possíveis significados sócio-religiosos?
5. Ritualizações e espólios votivos.

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: