Impressionismo e cultura visual no século XIX/Impressionism and visual culture in the 19th century

Objectivos

A unidade curricular examinará de que forma as manifestações artísticas do século XIX dialogaram e reagiram aos novos paradigmas da modernidade oitocentista. Mais do que oferecer uma evolução histórica do Impressionismo e da pintura, a disciplina pretende investigar o impacto que as amplas transformações da cultura visual moderna imprimiram nas produções culturais e artísticas.
Através de uma metodologia histórica, teórica e cultural, a unidade curricular permitirá familiarizar os alunos com bibliografia de referência (da historiografia recente às fontes de época) e, sobretudo, com os fenómenos distintivos da cultura do século XIX, na sua diversidade. Partindo de uma abordagem temática, e tendencialmente cronológica, os alunos deverão ser integrar a reflexão teórica na análise de estudos de caso particularmente representativos, designadamente em áreas como a pintura, a fotografia, a experiência urbana, a viagem, as exposições universais, a crítica ou as construções de género.

Caracterização geral

Código

722061105

Créditos

10

Professor responsável

A disponibilizar brevemente

Horas

Semanais - 3 letivas + 1 tutorial

Totais - A disponibilizar brevemente

Idioma de ensino

English

Pré-requisitos

n.a.

Bibliografia

BATCHEN, G. (1997). Burning with desire: the conception of photography. Cambridge Mass., MIT Press.
BAUDELAIRE, C. (1863/1993). O Pintor da Vida Moderna, tradução e pósfácio de Mª. Teresa Cruz. Lisboa, Vega.
BENJAMIN, W. (1839/1999). Paris, Capital of the Nineteenth Century «Exposé of 1939». in The Arcades Project. Cambridge (MA) e Londres, Harvard University Press.
BROUDE, N. (1991). Impressionism, a feminist reading; the gendering of art, science and nature in the nineteenth century. New York, Rizzoli.
CLARK, T.J. (1985/1999). The Painting of Modern Life: Paris in the Art of Manet and his Followers. Princeton, NJ, Princeton University Press.
EISENMAN, S. F. (2011), Nineteenth Century Art: a Critical History, 4th edition. London,Thames & Hudson.
LEWIS, M. T., ed. (2007). Critical Readings in Impressionism and Post-Impressionism: an anthology. Berkeley, University of California Press.
TRACHTENBERG, A., ed. (1980), Classic Essays on Photography. New Haven, Leete’s Island Books.

Método de ensino

As aulas serão maioritariamente teórico-práticas, normalmente articuladas em torno de uma primeira parte, expositiva, e de uma segunda parte em regime de seminário. Será incentivada a realização autónoma de leituras aconselhadas seguida de apresentação, discussão e debate em aula. Os alunos deverão ter um conhecimento suficiente de inglês que permita a leitura e acompanhamento da bibliografia específica da disciplina.

Método de avaliação

A avaliação da disciplina é constituída por 3 elementos de avaliação:
a) Ensaio Escrito: trabalho individual de reflexão e análise crítica sobre uma temática/problemática previamente discutida com a docente (40%).
b) Apresentação oral: em aula, e com suporte visual, da investigação referente ao trabalho escrito – 30/40 minutos). (35%)
c) Participação em aula, sobre as leituras específicas a designar. Cada aluno terá que, obrigatoriamente, apresentar um texto durante os seminários, participando também na discussão crítica das leituras preparadas pelos colegas (25%).

Conteúdo

1. Discussão crítica do conceito de modernidade
2. Paris, Capital do Século XIX (W. Benjamin)
3. A invenção da fotografia: principais debates e rupturas
4. Nadar: de retratista a arauto da modernidade
5. Charles Baudelaire e a fotografia: história de uma relação invulgar
6. A nova experiência urbana da cidade:
das transformações de Paris (Haussmann) à flânerie (Baudelaire, Poe)
7. O mundo em exposição:mperialismos, utopias e poderes nas Exposições Universais
8. A emergência do lazer: viagens, espectáculos e suburbanidade
9. Artistas e a exposição da nova arte: a crítica institucional do ‘Salon des Refusés’ às Exposições Impressionistas
10. Os nomes do Impressionismo e a nova historiografia
11. O Impressionismo e o “narcisismo da luz” (R. Krauss)
12. Perspectivas de género: feminismo, Berthe Morisot, Mary Cassatt, Marie Bashkirtseffer