Métodos de Desenvolvimento de Software

Objectivos

Saber

a) Ciclo de desenvolvimento, ferramentas, métodos e técnicas de gestão, especificação e desenho de projetos em larga escala, que envolvam equipas grandes e multidisciplinares

b) Importância das atividades de desenvolvimento de um projeto, das abordagens e dos modelos que integram estas atividades para enfrentar problemas complexos de uma forma pragmática, mas rigorosa

c) Abordagens de modelação estruturada, ágil e orientada a objetos

d) Responsabilidade Profissional e Social do Engenheiro Informático

 

Fazer

e) Lidar e modelar problemas complexos (Domínio do Problema e da Solução)

f) Interpretar, compreender e discutir problemas com requisitos mal definidos (omissões, ambiguidades, contradições, duplicações)

g) Usar técnicas de desenvolvimento de software estruturadas, ágeis e orientadas a objetos

h) Usar ferramentas adequadas à especificação e desenho

Caracterização geral

Código

8148

Créditos

6.0

Professor responsável

Ana Maria Diniz Moreira, Vasco Miguel Moreira do Amaral

Horas

Semanais - 5

Totais - 52

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

Não tem pré-requisitos.

Bibliografia

Software Engineering: A Practitioner''''s Approach, Roger Pressman, McGraw-Hill, 2009

The Unified Modeling Language User Guide, G. Booch, J. Rumbaugh & I. Jacobson, Addison-Wesley Professional; 2nd edition, May 29, 2005

UML 2 and the Unified Process: Practical Object-Oriented Analysis and Design (2nd Edition), Addison-Wesley Professional; 2 edition, July 7, 2005

The Object Constraint Language: Getting Your Models Ready for MDA (2nd Ed.), Anneke Kleppe, Jos Warmer, Addison-Wesley, ISBN 0321179366, 2003

UML 2 Toolkit (e-book), Hans-Erik Eriksson, John Wiley & Sons, 2003, ISBN: 0471463612.

Extreme Programming Explained: Embrace Change, 2nd Edition, Kent Beck and Cynthia Andres, Addison-Wesley, 2004

Agile Software Development with Scrum, Ken Schwaber, Mike Beedle, Prentice-Hall, 2001

Modern Structured Analysis, Edward Yourdon, Prentice Hall, 1988

Método de ensino

As aulas teóricas consistem na exposição de matéria, ilustrada com exemplos de aplicação, e suportada por diapositivos e pela utilização do ambiente de desenvolvimento no computador do docente.
Nas aulas de laboratório, os alunos resolvem exercícios que constituem exemplos concretos de aplicação dos conceitos dados nas anteriores aulas teóricas. Adicionalmente, serão definidos momentos no horário das aulas dedicados, onde os alunos poderão consultar o respectivo docente sobre dúvidas relacionadas com a interpretação do enunciado no desenvolvimento do projecto.
Os alunos podem esclarecer dúvidas durante as aulas ou nos horários de atendimento.

Método de avaliação

A avaliação na cadeira de MDS processa-se de maneira diferente:

  E1 - Para estudantes de 1ª inscrição ou que nunca obtiveram aproveitamento na componente prática descrito em I, II,III,

  E2 - Para os restantes.

 

Os estudantes abrangidos pelo método E1 têm que obter aprovação nas componentes teórico e prática, cujo funcionamento é descrito de I a IV. A classificação de cada componente é expressa na escala de 0 a 20 valores e arredondada às unidades.

 

A avaliação dos estudantes abrangidos pelo E2 é descrita de V a VIII.

 

I– Componente Teórica– Testes e Exame

 

1. A classificação da componente teórica (NT) é a média aritmética arredondada às unidades das classificações obtidas nos 2 testes (a classificação de cada teste é arredondada às décimas) ou a classificação do exame final arredondada às unidades.

2. Os estudantes que obtenham uma classificação NT igual ou superior a 9,5 valores obtêm aprovação na componente teórica.

3. Cada teste incidirá essencialmente sobre toda a matéria leccionada nas aulas teóricas, e posta em prática nos laboratórios, até às aulas teóricas da semana anterior à semana da realização do teste.

4. Apesar de a avaliação nos testes não ser cumulativa, e devido à natureza dos assuntos abordados nesta Unidade Curricular, não é excluído que um elemento de avaliação se socorra de conhecimentos respeitantes à matéria avaliada em elemento(s) anterior(es).

5. Os testes realizam-se no horário e sala(s) previamente anunciada(s) no CLIP.

6. Todos os estudantes E1 têm obrigatoriamente que estar inscritos num turno teórico e prático.

7. Os estudantes só poderão ter consigo durante a prova de avaliação:

 a. Lápis/Caneta e borracha;

 b. Obrigatório: Documento de identificação com fotografia;

8. Durante a realização das provas não é permitida a utilização de aparelhos electrónicos, tais como máquinas de calcular e telemóveis (os quais devem estar desligados e não podem estar sobre as mesas onde é realizada a prova).

9. Não é permitido desagrafar as folhas dos cadernos com os enunciados e com as resoluções feitas pelos estudantes na prova.

10. A prova será anulada se não forem satisfeitos os nºs 6,7 e 8.

11. Os estudantes que cometam fraude numa prova de avaliação (Teste ou Exame) terão a referida prova anulada, estão automaticamente reprovados na unidade curricular no presente ano lectivo, e perdem a frequência caso já a tenham obtido em anos lectivo anteriores, o que implica que terão que obter frequência no ano lectivo seguinte.

 

 

II – Componente Projecto

 

1. As aulas práticas, à excepção do turno P1 (que ocorreria antes da primeira aula teórica),  terão início na 1ª semana de aulas (semana de 9 de Setembro).

2. Na segunda aula prática de cada turno serão constituídos os grupos de trabalho (o número de  estudantes por grupo será de 4 alunos e estes terão de ser formados por elementos do mesmo turno ou de turnos leccionados pelo mesmo docente das práticas);

3. Os estudantes que não satisfaçam o nº 2 terão a sua inscrição no turno prático cancelada no CLIP.

4. A realização do projecto implica, desde o dia da publicação do seu enunciado:

a. Registo da presença dos alunos nas aulas práticas correspondentes. Embora não haja um número de presenças mínimas, servirão de indicador para o foco de atenção nas discussões orais dos projetos caso seja identificado um desequilíbrio de participação entre elementos do grupo, ou mesmo diferença substancial em relação ao número de aulas práticas realizadas.

b. 2 entregas do trabalho. 1ª fase valendo 15% da nota final  e 2ª com entrega do trabalho completo  endereçando problemas levantados na primeira fase e discussão oral, valendo 25% da nota final.

c. Relatório Final com todos os elementos requeridos no enunciado do projecto em formato electrónico

 

5. O projecto será discutido e avaliado oralmente na última semana de aulas.

6. A classificação da componente projecto (NP) será determinada pelo conjunto da avaliação da Entrega final do projecto. As presenças nas aulas práticas serão monitorizadas.

7. Os estudantes que obtenham uma classificação NP igual ou superior a 10 valores obtêm Frequência na cadeira.

 

III – Frequência

1. Os estudantes que obtenham Nota do Projecto (NP) >=10 obtêm frequência à unidade curricular.

2. A frequência obtida nos anos lectivos anteriores de 2017/18 e 2018/19 é válida no corrente ano lectivo, mas a nota do projecto não será considerada para a nota final (neste caso a Nota Final será a soma das notas T1+T2 ou exame de Recurso)

3- Os estudantes que tenham obtido frequência em anos anteriores podem-se inscrever nos turnos teórico e práticos, e estão admitidos ao exame regular ou testes (E2 Avaliação). No entanto, deverão enviar um e-mail aos docentes da cadeira no início do semestre a avisar que irão fazer uso da frequência, não pretendendo fazer projecto..

 

IV – Classificação Final dos Estudantes E1

1. A classificação final (CF) é o resultado da seguinte expressão aproximado às unidades:

 

CF=NT×0.6+NP×0.4

 

2. Os estudantes que obtenham frequência, cuja nota final provisória seja positiva, e apresentem uma discrepância na nota do Projecto (NP) superior a 4 valores em relação à média dos testes NT são admitidos a uma prova oral.

3. Na prova oral mencionada no número anterior, os estudantes podem subir ou descer a nota final com a garantia de classificação mínima CF=NT.

4. A ausência à prova oral referida no número anterior traduz a aceitação por parte do estudante da nota final de CF = NT

 

V – Estudantes E2

1. Estes estudantes têm frequência e perdem automaticamente este estatuto caso entreguem projecto.

2. Estes estudantes podem estar inscritos num turno prático e no turno teórico.

3. A classificação da componente teórica (NT) é a classificação da média dos dois testes ou do Exame de Recurso.

 

VI – Classificação Final dos E2

1. Os estudantes que obtenham uma classificação NT igual ou superior a 9,5 valores obtêm aprovação na unidade curricular.

2. A classificação final é igual à classificação NT arredondada às unidades. Neste caso, a classificação NP obtida anteriormente não é considerada na contabilização da classificação final.

 

VII – Melhoria de Nota

1. Os estudantes que pretendam efectuar melhoria de nota devem cumprir, para esse efeito, as formalidades legais de inscrição.

2. A nova classificação final é obtida considerando apenas a classificação do exame como a nova classificação NTs não sendo considerada a nota do projecto.

 

VIII – Trabalhadores Estudantes

1. Os estudantes são considerados como detentores do estatuto de Trabalhador Estudante se constarem como tal nas pautas no CLIP.

2. Os estudantes devem, assim que possível, comunicar o seu estatuto ao docente responsável da unidade curricular.

3. Os estudantes detentores do estatuto de Trabalhador Estudante, tal como os restantes estudantes, têm que realizar as provas de avaliação (testes, projectos e exames) segundo o calendário previamente tornado público.

4. O Componente de Avaliação Final será

CF=NT×0.6+NP×0.4.

 

IX – Conduta na Sala de Aula

1. Formato da aula teórica 90 min = 10 (tolerância para mudança de aulas e setup) + 70 (exposição) + 10 (fecho)

2. Formato da aula Prática 120 min = 10 (tolerância para mudança de aulas e setup) +  105 (exposição + exercícios) + 5 (fecho)

3. Os telemóveis devem permanecer no silêncio.

4. Perturbação significativa do ruído na sala levarão a interrupção da aula e a matéria será considerada dada.

 

X – Outros

1. É total responsabilidade do aluno acompanhar as aulas teóricas e práticas (ou fazer-e informar por colegas em caso de ausência), sendo que qualquer mensagem e conteúdo de matéria ou informações de natureza administrativa transmitido durante as aulas não será repetido.

2. Ao contactar por e-mail com os professores, os estudantes devem iniciar o Assunto (Subject) com  “[MDS]" e o conteúdo da mensagem deverá conter Turno – Nome – Nº de estudante – Assunto. 

3. Não serão respondidas mensagens electrónicas com perguntas cuja resposta conste nos pontos anteriores ou na página da unidade curricular no CLIP ou que tenham sido devidamente esclarecidas nas aulas teóricas.

4. O meio de comunicação deverá ser presencial nos horários de dúvidas, dedicadas a dúvidas técnicas (que deverão ser marcadas até um dia de antecedência via e-mail com o professor do horário correspondente) e aulas teóricas ou práticas. As mensagens de email não relacionadas com  conteúdo técnico serão respondidas com a brevidade possível, ou oralmente nas aulas teóricas quando demonstrem ser de interesse geral sendo responsabilidade do aluno tomar conhecimento do que foi dito.

Conteúdo

Parte 1:
1. Introdução aos Processos de Desenvolvimento de Software

2. Paradigmas de elicitação e modelação mais importantes

3. Requisitos Funcionais e Não-Funcionais

4. UML

 a) Requisitos: Diagramas de Caso de Uso

b) Comportamento: Diagramas de Atividade, Sequência e Estados

c) Estrutura: Diagramas de Classes, Objetos e Pacotes

d) OCL (Object-constraint language)

Parte 2:

1. Princípios de Arquitetura e Desenho

2. Ferramentas e Ambientes

3. UML

a) Arquitetura: Modelos de Componentes e Instalação

b) Persistência: Derivar modelos Entidade-Relação

Parte 3:

1. Introdução à gestão de projetos

2. Código de ética Profissional

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: