História da Arte da Idade Moderna

Objectivos

1. Analisar de forma problematizada a arte da idade moderna, distinguindo tendências estéticas e integrando-as no seu contexto teórico e histórico, sensibilizando os alunos às seguintes problemáticas :

 

- Contexto temporal – Os estílos e a sua evolução

- Contexto espacial - A produção da arte segundo os espaços geo-politicos.

- Autoria – Papel do comanditário, do artífice e do artista.

- Noções relativas às Artes Mecânicas e às Artes Liberais.

- A organização corporatistas dos pintores e escultores

- Tratados de Pintura e Escultura.

- Valores da Pintura com carácter bidimensional e da Escultura com carácter tridimensional. Expressão plástica e expressão cromática.

- Obras de conjunto – A articulação orgânica e retórica de elementos formando pares, dípticos, trípticos, polípticos, etc.

- Técnicas usadas e intencionalidade formal dos artistas.

- Função da arte – Arte religiosa e arte profana.

- Simbolismo e mensagens ocultas nas obras.

 

2. Conduzir o aluno a comparar obras de um mesmo periodo, ou de um mesmo espaço geografico.

 

3. Planificar e desenvolver investigação em História da Arte como parte integrante do processo de decisão em intervenções de conservação e restauro.

Caracterização geral

Código

2691

Créditos

6.0

Professor responsável

Agnés Anne Françoise Le Gac Arinto

Horas

Semanais - 4

Totais - 68

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

Sem requisitos

Bibliografia

ARGAN, Giulio Carlo, Renacimiento y Barroco, Madrid, Ed. Akal, 1987, 2vols.

AAVV, "História da Arte em Portugal", Lisboa, Publicações Alfa, 1986, vols. 4,5,6,7,8 e 9.

AAVV, "História da Arte Portuguesa", Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, 3 vols.

Garin, Eugénio (dir.), O Homem Renancentista, Lisboa, Ed, Presença, 1991.

Harbison, Craig, The Mirror of the Artist: The Northern Renaissance Art (Prespectives), New Jersey, Prentice Hall, 2003.

Snyder, James; Silver, Larry; [et al], Northern Renaissance Art, New Jersey, Prentice Hall, 2004.

Villari, Rosario, O Homem Barroco, Lisboa, Presença, 1994.

Venturi, Lionello, "História da Crítica da Arte", Lisboa, Ed. 70, 1998.

Welch, Evelyn, Art in Renaissance Italy 1350-1500, USA, Oxford University Press, 2001.

Método de ensino

Aulas expositivas com apoio audovisual.

Encoraja-se trabalho complementar com visitas a galerias/museus para ter um contacto directo com obras do periodo considerado..

Em cada aula existirá um período destinado ao esclarecimentos de dúvidas e exercícios práticos afins.

Método de avaliação

Avaliação a HAIM:

AVALIAÇÃO

A UC de HAIM tem 4 componentes de avaliação contínua: dois testes individuais para a Avaliação Teórica, um relatório de grupo e uma apresentação oral de grupo para a Avaliação Teórico-Prática

 

FREQUÊNCIA

Para obter a Frequência, é preciso fazer:

- Teste 1 (individual) - questão téorica - obrigatório

- Teste 2 (individual) - Análise de uma obra - obrigatório

- 1 Trabalho de grupo com um máximo de 4 estudantes - obrigatório

- 1 Apresentação oral de grupo com um máximo de 4 estudantes - obrigatório

Avaliação Teórica: 2 testes (T1 e T2)

A Nota Teórica (NT) é dada pela média dos dois testes, 50% cada.

NT = 0,5xT1 + 0,5xT2

 

Avaliação Teórico-Prática: relatório de grupo (Relat.) e apresentação oral deste trabalho pelo mesmo grupo (Oral).

A Nota Teórico-Prática (NTP) é dada pela média do relatório e do oral, 50% cada.

NP = 0,5xRelatorio + 0,5xOral

 

A Frequência (F), ou avaliação final, corresponde à média aritmética entre NT e NTP.

F= 0,5xNT + 0,5xNTP

 

Para ter aprovação à UC é necessário ter um mínimo de 9.5 valores em ambas as avaliações Teórica e Teórico-Prática. O aluno que atender a estas condições, está dispensado do Exame de Recurso.

 

EXAME DE RECURSO

 

O aluno terá acesso ao Exame de Recurso desde que não falte a mais de 2/3 das aulas teórico-práticas.

- para alunos que chumbaram na Frequência (avaliação ao longo do semestre): a nota do Recurso substitui os 2 testes (NT) e faz média com a Nota Teórico-Prática (NTP).

- para alunos que vão a Exame de Recurso em Melhoria de Nota: a nota deste exame substitui a Nota Teórica (NT).

 

Plágio e Fraude:

Artigo 10.° "Plágio e Fraude", do Regulamento de Avaliação da FCT

3. Quando for comprovada a existência de fraude ou plágio, em qualquer dos elementos de avaliação de uma UC, os estudantes diretamente envolvidos são liminarmente reprovados na UC, sem prejuízo de eventual procedimento disciplinar ou cível, sendo a ocorrência participada ao Diretor da FCT pelo Responsável da UC.

Conteúdo

 1. Introdução à História da Arte da Idade Moderna. A recuperação da cultura greco-romana - Revisão de princípios filosóficos de ascendência platónica e aristotélica. 

2. Idade Média e Renascimento: continuidades e rupturas. Contexto socio-económico.

3. A arte italiana do "Trecento". Primeiras tentativas de libertação da cultura Bizantina. Caso de estudo : o Crucifixo de Cimabue e o seu restauro em 1966 – Materiais e técnicas.

 4. A pintura de Giotto: historicismo, natureza e intelecto. Casos de estudo : frescos da Basílica Superior de Assis e frescos da Capela dos Scrovegni em Pádua  – Materiais e técnicas.

 5. Estílos e tecnologia da pintura mural - A Intencionalidade formal dos artistas e o seu reflexo na própria matéria e nas técnicas utilizadas (a fresco e a seco). A invenção do tratteggio - O respeito pelas mensagens que veiculam as obras - Confronto entre diferentes casos de estudo.

 6. Perspectiva e Proporções - O Quattrocento Florentino - A construção e representação racional e unitária do espaço e do tempo - Brunelleschi, Donatello e Masaccio - Tratado de Alberti.

 7. Forma geométrica, luz e substância espacial – A obra de Fra Angelico. A pintura "ideia-dogma" segundo Masaccio - A pintura com função didática e valor místico segundo Fra Angelico. Diferentes casos de estudo  – Materiais e técnicas.

 8. Evolução da arte no século XV no Norte da Europa - A pintura flamenga - A "absolutização" da representação pictórica nas obras de Jan Van Eyck e Rogier Van Der Weyden.

 9. A pintura flamenga da segunda metade do séc. XV - Dieric Bouts e a expressão do "espaço-distância". Caso de estudo : A justiça do Imperador Otton III (1470-1475) – Materiais e técnicas.

10. A pintura alemã do século XVI - Contextualização histórica e política. Albrecht Dürer, desenhador, gravador, pintor e tratadista - Os estudos ditos «pre-científicos». Casos de Estudo: Adão e Evaproduzidos em 1504, e em 1507 – Materiais e técnicas. Hans Holbein o Novo - A pintura profana e a função do retrato - Obras formando pares. Caso de estudo: Os Ambaixadores, de 1533 – Materiais e técnicas.

 11. Vasco Fernandez e a pintura europeia do Renascimento. Caso de estudo: O Retábulo-mor da Catedral de Viséu (1501-1506) – Materiais e técnicas.

 12. As Descobertas e o efeito da cultura expansionista - A arte no tempo de D. Manuel. Retábulos do Ducado de Barbante - A organização corporatista dos pintores e escultores. Caso de estudo: O retábulo mor da Sé Velha de Coimbra - 1499-1502  – Materiais e técnicas.

 13. O Concílio de Trento e o seu impacto na arte sacra. Obras profanas e religiosas do Caravaggio. Caso de estudo: A Capela de S. Mateus, Saint Louis des Français, Roma  – Materiais e técnicas.

 14. Barroco e Clacissismo na arte europeia do século XVII. O barroco espanhol através das obras de Velázquez  – Materiais e técnicas. O barroco e rococo português - Obras de Frei Cipriano da Cruz e Frei Antonio Ferreira Vilaça. Caso de estudo: Capela de S. Francisco Xavier da extinta Igreja do S. Nome de Jesus, de Coimbra (1632-1688) – Materiais e técnicas.

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: