Intervenções Globais em saúde

Objectivos

Os alunos no final da unidade curricular devem ser capazes de:
1. Descrever o histórico das intervenções em saúde global, suas motivações explícitas e implícitas e seu impacto na saúde, social, econômico e ambiental nos países de baixa renda.
2. Identificar as principais agências técnicas e financeiras envolvidas na saúde em nível internacional / global (agências técnicas e financeiras bilaterais e multilaterais, ONGs, fundações / filantropia).
3. Analisar em detalhes uma intervenção global em saúde, sua história, seu impacto na saúde e na sociedade onde é implementada e os fatores que a influenciaram.
4. Descrever pelo menos três IGS específicos e analisar seus pontos fortes e fracos.
5. Discutir o desempenho e o impacto de programas internacionais de saúde verticais.
Por meio de discussões participativas e apresentações públicas de trabalho pessoal, desenvolva habilidades e competências para:
Apresentar criticamente e discutir a evolução das intervenções de agências técnicas e financeiras internacionais, públicas e privadas.
Analisar a origem, organização, eficácia técnica e impacto positivo versus negativo a curto e longo prazo das Iniciativas Globais de Saúde.
Discutir possíveis estruturas e critérios para analisar as principais intervenções globais de saúde.

Caracterização geral

Código

5788096

Créditos

4

Professor responsável

Thierry Mertens

Horas

Semanais - 8

Totais - 24

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

Não se aplica

Bibliografia

• ODM 2015: https://www.un.org/millenniumgoals
• Hoffman S.J., Cole C.B., Mark Pearcey M. (2015), Mapping Global Health Architecture to Inform the Future, Research Paper, Centre on Global Health Security, The Royal Institute of International Affairs, Chatham House, London; https://www.chathamhouse.org/sites/files/chathamhouse/field/field_document/20150120GlobalHealthArchitectureHoffmanColePearceyUpdate.pdf.
• Global Commission on the social determinants of health: Final report, 2008. http://www.who.int/social_determinants/thecommission/finalreport/en/
• ODS 2030: https://www.un.org/sustainabledevelopment/sustainable-development-goals/
• Dye C, Mertens T, Hirnschall G et al. WHO and the future of disease control programmes. Lancet 2013; Vol. 381, Issue 9864, pp. 413-418.
• Kaul I, Grunberg I, Stern MA, Editors. Global Public Goods. International Cooperation in the 21st century. OUP, 1999.
• Cavalli, Anna, Sory I. Bamba, Mamadou N. Traore, Marleen Boelaert, Youssouf Coulibaly, Katja Polman, Marjan Pirard, and Monique Van Dormael. “Interactions between Global Health Initiatives and Country Health Systems: The Case of a Neglected Tropical Diseases Control Program in Mali.” PLoS Neglected Tropical Diseases 4, no. 8 (August 17, 2010). doi:10.1371/journal.pntd.0000798.
• Easterly, William. The White Man’s Burden: Why the West’s Efforts to Aid the Rest Have Done So Much Ill and So Little Good. Oxford: OUP Oxford, 2007.
• Moyo, Dambisa, and Niall Ferguson. Dead Aid: Why Aid Is Not Working and How There Is a Better Way for Africa. 1 Reprint edition. Farrar, Straus and Giroux, 2010.
Recursos Humanos para Saúde
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• Scheffler RM, Campbell J, Cometto G, Maeda A, Liu J, Bruckner TA, Arnold DR, Evans T. Forecasting imbalances in the global health labor market and devising policy responses. Hum Resour Health. 2018 Jan 11;16(1):5.
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• WHO. WHO guideline on health policy and system support to optimize community health worker programmes. http://www.who.int/hrh/community/en/
• Cometto G, Ford N, Pfaffman-Zambruni J, Akl EA, Lehmann U, McPake B, et al. Health policy and system support to optimise community health worker programmes: an abridged WHO guideline. Lancet Glob Health. 2018 Dec;6(12).
Migração
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Impacto das iniciativas Saúde Global
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• Craveiro I and Dussault G. The impact of global health initiatives on the health system in Angola. Global Public Health 2016.https://doi.org/10.1080/17441692.2015.1128957
• Gonçalves L et al. Urban Planning and Health Inequities: Looking in a Small-Scale in a City of Cape Verde. International Journal of Environmental Research and Public Health 2014. doi: 10.1371/journal.pone.0142955.

Método de ensino

T: Aulas teóricas; TP: Aulas teórico-práticas; OT: Orientação tutorial; O: Outras e trabalho individual ou coletivo.

Método de avaliação

A avaliação consistirá em 50% participação e presentação nas aulas e 50% presentação sobre assuntos definidos na avaliação: ensaio sobre um tema abordado nas aulas, apresentado e debatido oralmente.

Conteúdo

I. Fornecer uma breve visão geral das Intervenções Globais em Saúde desde 1955 (Erradicação Global da Malaria - tentativa), os ODM, ODS, a erradicação da varíola, tentativas do pólio e da dracunculose (verme da Guiné), a resposta ao HIV, H1N1… a criação do GFATM, GAVI, e descrever criticamente as características principais das IGS com as suas forças e fraquezas.
II. Explicar a noção de Bens Públicos e discussão critica para as perspetivas de mudanças.
III. Fazer presentações curtas sobre “Roll-Back Malaria” 1998- até agora; Iniciativa HIV – “3X5” da OMS em 2003; situação do GFATM em 2019; Ébola em Kivu 2019-2020; situação atual da erradicação da pólio e discussão.
IV. Migrações, emergências complexas e recursos humanos para Saúde para discussão.
V. Avaliação.

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: