Práticas Digitais e Media Críticos

Objetivos

  1. Mapear as práticas digitais na cultura contemporânea, das interacções individuais e colectivas, através das suas possibilidades tecnológicas e dos novos media.
  2. Identificar os "gestos digitais" que englobam as dinâmicas sociais, políticas, culturais e estéticas com as materialidades dos objectos digitais, mas também modelam as relações das multitudes e dos agentes sociais, na sua agência individual e colectiva.
  3. Reconhecer através de uma abordagem crítica no campo dos novos media, de uma perspectiva de desconstrução dessas possibilidades tecnológicas na sua relação com a cultura DIY, os movimentos sociais e os media alternativos no contemporâneo.
  4. Identificar estratégias e práticas, em rede ou fora dela, para pensar a participação híbrida como escolha crítica, num contexto do ativismo digital contemporâneo e da construção da sociedade em rede.

Caracterização geral

Código

02107679

Créditos

10.0

Professor responsável

Maria Madalena Túbal Miranda

Horas

Semanais - 3

Totais - 280

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

N/A

Bibliografia

. Atton, Chris, ed. The Routledge companion to alternative and community
media. Routledge, 2015.
. Berry, D. M. (2015). Critical theory and the digital. Bloomsbury Publishing
USA.
.Burgess, Jean, and Joshua Green. YouTube: Online video and participatory
culture. John Wiley & Sons, 2018.
. Chun, Wendy. H. Kyun. (2016). Updating to remain the same: Habitual New
Media. MIT press.
. Castells, Manuel. Networks of outrage and hope: Social movements in the
Internet age. John Wiley & Sons, 2015.
. Fuchs, Christian. (2011). Foundations of critical media and information
studies (Vol. 52). Taylor & Francis.
. Gerbaudo, P. (2012). Tweets and the streets: Social media and contemporary
activism. Pluto Press.


. Jenkins, Henry, et al. By any media necessary: The new youth activism. Vol.


3. NYU Press, 2018.
. Hands, J. (2010). @'is for Activism: Dissent, Resistance and Rebellion in a
Digital Culture. Pluto Press.
. Mitchell, W. J. T., & Hansen, M. B. (Eds.). (2010). Critical terms for media
studies. University of Chicago Press.
. Weibel, Peter. (Ed.). (2015). Global activism: Art and conflict in the 21st
century. ZKM, Center for Art and Media.
. Pink, Sarah, et al. Digital ethnography: Principles and practice. Sage, 2015.

Método de ensino

A metodologia expositiva acompanhará práticas de leitura e interpretação plenária e
apresentações com vista ao debate. Para além das referências bibliográficas, multimédia ou
audiovisuais serão analisados em aula casos práticos, para enquadrar uma metodologia de
pesquisa e preparação de investigação prática. Serão também propostos trabalhos escritos,
sob a forma de ensaio, a partir dos conteúdos de aprendizagem.

Método de avaliação

Avaliação:
- Participação nas aulas em modo de debate plenário- 20%
- Apresentação oral, sob programa de leituras de uma problemática do programa - 20%
- Ensaio escrito que apresente um argumento ou análise de um caso prático, tendo em
conta levantamento histórico/ etnográfico e o quadro teórico-prático apresentado (2500
palavras) 30%
OU
- Trabalho prático de desenvolvimento de uma estratégia alternativa e crítica do uso dos
novos media, no âmbito de uma ação individual ou colectiva do foro ecológico, cultural,
social ou político. A proposta deve envolver uma ação enquadrada nas práticas digitais
abordadas, com uma memória descritiva do processo. 30%

Conteúdo

Mapeamento das práticas digitais na cultura contemporânea, das interacções
individuais e colectivas, através das possibilidades tecnológicas dos novos
media.
Identificar “gestos digitais” que modelam as dinâmicas sociais, políticas,
culturais e estéticas com os atores sociais, na sua agência individual e
colectiva e as materialidades dos objectos digitais.
Recurso a uma abordagem crítica no reconhecimento e questionamento dessas
possibilidades tecnológicas na sua relação com a cultura DIY, os movimentos
sociais e os media alternativos na cultura contemporânea.
Análise de estratégias e práticas para reflectir sobre a participação digital
como escolha crítica, individual ou colectiva, como exemplo do ativista, num
contexto da praxis política digital e da construção da sociedade
contemporânea em rede.


1. Reconhecimento das transformações nas interacções individuais e
colectivas pelas possibilidades tecnológicas dos novos media, através dos
gadgets móveis multimédia e migração para as plataformas de partilha online
de práticas colectivas.
2. Compreensão da globalidade dos “gestos digitais”, desde o “clickactivismo”
à “auto-comunicação de massas” no activismo do início do séc. XXI, em movimentos
recentes como OccupyWS(OccupyWallStreet), M12M (Movimento12Março), #metoo,
#BLM (BlackLivesMatter) ou #ER(ExtinctionRebellion).
3. Revisão da literatura da Teoria Crítica e dos Movimentos Sociais aplicada ao campo dos
Novos Media e levantamento da literatura do campo dos Media Críticos e dos Media Locais.
Introdução a metodologias qualitativas de análise netnográfica, discursiva e visual.
4. Identificação de estratégias de resistência e contra-poder dos movimentos
sociais e media alternativos nas suas práticas digitais, com casos práticos de


apropriação e criação, desde as redes sociais até ao Artivismo contemporâneo.
Análise de práticas digitais de expressão política, social e cultural e ecológica.
5. Análise teórico-prática de caso com recursos interdisciplinares.
Desenvolvimento de exercício prático criativo com metodologia qualitativas e
críticas para o contexto dos novos media, fazendo uso de meios digitais.

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: