Registo Arqueológico

Objetivos

1. Dominar as técnicas de manuseio e utilização de material técnico utilizado no desenho arqueológico2. Conhecer os métodos de registo topográfico, desenho e mapeamento de contextos arqueológicos;3. Conhecer e saber utilizar os vários sinais e convenções de representação gráfica de campo e do desenho de material arqueológico.4. Dominar a utilização do material e das técnicas utilizadas nas medições e reconstituição das peças a desenhar.5. Conseguir elaborar plantas, cortes e perfis de contextos arqueológicos com métodos manuais.6. Conseguir executar o desenho de material arqueológico com instrumentos manuais

Caracterização geral

Código

01105655

Créditos

3.0

Professor responsável

Tomás Cordero Ruiz

Horas

Semanais - 4

Totais - 84

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

A disponibilizar brevemente

Bibliografia

Bagot, F. 1999: El dibujo arqueológico: La cerámica: normas para la representación de las formas y decoraciones de las vasijas. México: Centro de estudios mexicanos y centroamericanos. Disponível em: <http://books.openedition.org/cemca/1014>.


Brodribb, Conant. 1970. Drawing archaeological finds for publication. London: John Baker *


Brown, D. H. Archaeological Archives. (2007) A guide to best practice in creation, compilation, transfer and curation. Institute of Field Archaeologists; Archaeological Archives Forum. **


Castro, A. S.; Luís Sebastian (2003). A componente de desenho cerâmico na intervenção arqueológica no Mosteiro de S. João de Tarouca. Revista Portuguesa de Arqueologia, vol. 6., n.º2.2003, pp. 545-560**


Fernández de la Peña, F. J. (2016). La ilustración científica en Arqueología / Scientific illustration in Archaeology. Schema 1(0), pp. 56-65. **


Fernández de la Peña, F. J. 2016. "La ilustración científica en Arqueología". Revista SCHEMA, 1(0), pp. 56-65. **


Fernández de la Peña, F. J. y Castañeda Clemente, N. 2014. "La Cerámica Arqueológica como Documento Histórico". Blog Mediterráneo Antiguo - Arqueología e Historia, el 6 de Mayo.**


Fernández de la Peña, F. J. y Castañeda Clemente, N. 2016. "El dibujo arqueológico de materiales: una experiencia formativa". En Revista digital LA LINDE, nº 6, pp. 79-89. **


Fernández de la Peña, F. J. y Castañeda Clemente, N. 2022. "Dibujando el pasado. Una historia de la documentación gráfica en el patrimonio arqueológico". Colección: Arqueología y Patrimonio. Ediciones de la Ergástula, S.L. **


Fernández de la Peña, F. J. y Castañeda Clemente, N.: "Muestras gráficas de dibujo arqueológico".**


Griffiths, N.; Jenner, A.; Wilson, C. 1990. Drawing archaeological finds: a handbook. 1st ed. [S. l.]: Archetype Publications *


Lima, L. C. F. 2007. O Desenho como Substituto do Objecto: Descrição Científica nas Imagens do Desenho e Materiais Arqueológicos. Tese de mestrado. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto **


Lemos, M. (2009). Historiografia do Desenho Arqueológico enquanto técnica aplicada à Arqueologia, Instituto politécnico de Tomar


Madeira, J. L. 2013. O desenho na Arqueologia, Coimbra: Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras, 2a Edição **


Massiorini, M.; Brito, C. de. 1982. Ver pelo desenho: aspetos técnicos, cognitivos, comunicativos. Lisboa: Edições 70 *


Nascimento, P. (2022). O papel do desenho arqueológico na arqueologia. Complementaridade entre o tradicional e o tecnológico. Almadan 25, 2, pp. 82-88. **


Page del Pozo, V.; Acosta Malo, M.J. (2002) Experiências didáticas del Museo del Cigarralejo (Mula, Murcia). V El dibujo arqueológico. Ayuntamiento de Mula. **


Raposo, L. (2019).A última desenhadora do Museu Nacional de Arqueologia? Jornal Público, Terça-feira, 16 de Julho, p. 33. **


Sebastian, L. 2012. A componente de desenho cerâmico na intervenção arqueológica no Mosteiro de S. João de Tarouca: desenvolvimento da aplicação específica ao caso da faiança. Al-madan, 17(NA), pp. 101-118. *


Sousa, Fernanda. 1999. Introdução ao desenho arqueológico. Almada: Câmara Municipal de Almada, Museu Municipal *


Steiner, M. (2005). Approaches to Archaeological Illustration: A Handbook. Practical Handbooks in Archaeology, No 18. Council for British Archaeology. Association of Archaeological Illustrators and Surveyors.


Stewart, G. (2022). Archaeological Recording Practices Guidelines for archaeological excavation and recording techniques. Council for British Archaeology, Northumberland National Park Disponível em: https://isgap.org.uk/sites/default/files/downloads/Archaeology%20Recording_Final.pdf


Woelfel V. (2014). Digital Archaeological Illustration for Ceramics: A step by step guide to creating a ceramic drawing in Adobe Illustrator. Kindle Edition. **


* Disponível na biblioteca FCSH | ** Disponível online

Método de ensino

Esta cadeira tem essencialmente uma componente prática. Neste caso, o ensino centrar-se-á no desenvolvimento da metodologia e das boas práticas relacionadas com a documentação e representação do registo arqueológico: cerâmica, vidros, metais, orgânicos, planimetrias, peças líticas, etc. Por conseguinte, não será necessário memorizar muitos conceitos, mas será necessário acompanhar os trabalhos práticos que for sendo proposto. A prática implica o domínio de uma vasta gama de métodos que o aluno terá à sua disposição pelos materiais que irão sendo distribuídos. 

Método de avaliação

É avaliada a assiduidade e o comportamento em aula, a interação com os professores e os colegas de forma positiva  e colaborativa, contribuindo para o bom ambiente coletivo da aula. É avaliada a realização atempada das tarefas propostas tanto para a realização em aula como para a entrega do portfólio final, em data a definir. A avaliação é contínua e é composta pela participação na aula, cumprimento dos exercícios propostos ao longo do semestre e apresentação de um portfólio final. Os portfólios com desenhos e arte final poderão ser compostos por materiais cerâmicos, líticos, orgânicos, metais ou madeiras e por uma planimetria de um alçado de parede ou estrutura a definir em aula com os professores.


 


Critério de avaliação em aula: Concretização de pequenos desafios de desenho, resposta a questões colocadas, discussão de publicações. O desempenho em aula é avaliado como um todo.


Critério de avaliação no portfólio: Os desenhos apresentados serão avaliados na sua componente científica pela correção de medidas e/ou escala, orientação das peças, informação adicional, legendas, definição coerente de codificação. Na componente gráfica será avaliada a qualidade de traço e o domínio da reprodução de texturas.


 


A AVALIAÇÃO FINAL será na forma de uma breve apresentação em aula do portfólio, máximo 10 minutos, de cada aluno:


 



  1. A apresentação oral deverá ter 5/6 slides máximo (10 minutos).

  2. Apresentação do aluno.

  3. Apresentação da tipologia de materiais escolhidos e qual a razão para essa escolha.

  4. Apresentação dos desenhos em conjunto.

  5. Escolha de uma peça do conjunto do portfólio, que se goste mais ou que tenha características interessantes para ser apresentada, onde se justifica as opções tomadas no desenho e o seu aspeto final.

  6. Desenho de estrutura ou alçado com croqui e descrição.

  7. Agradecimento a entidades ou arqueólogos pela cedência das peças ou acesso a sítios.


 


O portfólio deverá depois ser entregue através da na plataforma Inforestudante em formato digital (PDF). PORTFÓLIO EM PDF DEVE CONTER:


 



  1. A identificação d@ alun@

  2. O conjunto de desenhos anexos.

  3. Breve descrição das peças e do seu enquadramento arqueológico.


 


AVALIAÇÃO (datas a agendar na aula):



  1. Apresentação oral de portfólio (35%).

  2. Entrega de portfolio em PDF composto por 4 desenhos de peças feitos em aula + tintagem (35%).

  3. Teste de Frequência (30%).

Conteúdo

APRESENTAÇÃO


O desenho arqueológico é uma ferramenta base do trabalho desenvolvido em Arqueologia. Sendo a arqueologia uma disciplina visual, o registo arqueológico é absolutamente essencial para qualquer interpretação, seja de um sítio, seja da cultura material que lhe esteja associada. Como linguagem universal permite o intercâmbio de informação científica entre arqueólogos, independentemente da sua nacionalidade ou língua. O registo científico permite não só a reprodução de uma realidade como ajuda a clarificar os contextos ou os artefactos em estudo, uma vez que complementa a interpretação textual, contendo também teoria, interpretação e hipótese. Os desenhos arqueológicos servem também como elementos de comparação, organização e classificação dos materiais recuperados, devendo constar sempre de qualquer tipo de publicação sobre as intervenções arqueológicas.


Esta é uma valência exigida à comunidade arqueológica essencial para a investigação, mas também para a comunicação entre pares e para a sociedade em geral. No decorrer deste semestre trabalharemos casos de representação visual em Arqueologia e implementaremos as melhores práticas de registo de materiais arqueológicos. Nesta disciplina poucos conceitos precisam de ser memorizados e é melhor raciocinar do que memorizar. A prática envolve o domínio de uma vasta gama de métodos frequentemente ligados às tecnologias da informação. Assim, pois, centraremos os nossos esforços em temas como o desenho de peças arqueológicas (também no âmbito digital), a criação de planimetrias digitais de elementos e sítios arqueológicos.


 


OBJETIVOS


Esta Unidade Curricular apresenta os principais tópicos teóricos e metodológicos o Registo Arqueológico. Neste sentido, o projeto de ensino da disciplina foi elaborado para o/a estudante adquirir conhecimento sobre:



  • As principais técnicas de documentação em arqueologia, dos seus limites, resoluções e adequação aos diferentes contextos de divulgação.

  • Adequar as técnicas de documentação às diferentes necessidades do registo arqueológico.

  • Obter os conhecimentos necessários para fazer desenhos vetoriais de materiais arqueológicos.

  • Fazer representações do território em que se encontram os sítios arqueológicos.

  • Reproduzir os processos básicos da planimetria arqueológica.

  • Compreender o raciocínio básico por detrás da documentação fotográfica.

  • Compreender o que são restituições fotogramétricas e quais as principais fases do processo.


 


PROGRAMA


BLOCO 1. Ana Catarina Abrantes Garcia. 32 h.



  1. Origem do desenho arqueológico. Das primeiras ilustrações de século XIX à ilustração digital do século XXI

  2. O que são materiais arqueológicos e porque são registados

  3. Manuseamento das peças e procedimentos de preparação de desenho

  4. O desenho em croqui e anotado

  5. Fotografia com escala.

  6. O desenho à escala

  7. O desenho de materiais.

  8. Técnicas de registo em Cerâmica

  9. Técnicas de registo em Vidro

  10. Técnicas de registo em Metal

  11. Técnicas de registo em Madeira

  12. Técnicas de registo em Couro

  13. Técnicas de registo em Osso

  14. Desenho digitalizado

  15. Arte final. Apresentação de desenhos para publicação e relatório

  16. Fotografia enquanto parte integrante do desenho

  17. Desenho tridimensional

  18. Técnica de pontilhado e sombreado. Texturas


BÓNUS: Noções de arte final em Adobe Illustrator.


 


BLOCO 2. Tomás Cordero Ruiz. 32 h.



  1. Documentação e representação em arqueologia: como, porquê e para quê.

  2. Conceitos básicos de geometria, instrumentação e técnicas de representação.

  3. Documentação topográfica à escala territorial.

  4. Planimetria arqueológica.

  5. Fotografia e fotogrametria.


BONUS: Virtualisation in Archaeology.

Cursos

Cursos onde a unidade curricular é leccionada: