História da Arte do Renascimento e do Barroco em Portugal
Objetivos
1.Conhecimento das grandes linhas de desenvolvimento da arte do Renascimento ao Barroco e Rococó em Portugal entre os séculos XV e XVIII. 2.Conhecimento da problemática e dos debates críticos e historiográficos sobre a matéria. 3.Conhecimento e identificação dos aspectos estilísticos e culturais das obras, personalidades e núcleos artísticos mais relevantes do período. 4.Domínio de algumas referências fundamentais da bibliografia, além dos instrumentos críticos indispensáveis ao aprofundamento de qualquer assunto neste campo. 5.Capacidade de escrever um pequeno ensaio sobre estes temas.
Caracterização geral
Código
711061034
Créditos
6.0
Professor responsável
Maria Margarida Simão Tavares da Conceição
Horas
Semanais - 4
Totais - 168
Idioma de ensino
Português
Pré-requisitos
Não se aplica
Bibliografia
Caetano, Joaquim de Oliveira e José Alberto Seabra Carvalho, coord. 2010. Primitivos Portugueses (1450-1550): o século de Nuno Gonçalves. Cat. Lisboa: Athena.
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Carvalho, Maria João Vilhena de, e Maria João Pinto Correia. A escultura nos séculos XV a XVII. (Arte Portuguesa, vol. 7). [s.l.]: Fubu Editores.
Craveiro, Maria de Lurdes. 2009. A arquitectura “ao romano”. (Arte Portuguesa, vol. xx). [s.l.]: Fubu Editores.
Correia, José Eduardo Horta.1986. "A arquitectura: maneirismo e estilo chão". História da Arte em Portugal, O Maneirismo, dir. Vítor Serrão, pp. 93-136. Lisboa: Alfa.
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Deswarte, Sylvie. 1992. Ideias e imagens em Portugal na época dos Descobrimentos. Francisco de Holanda e a teoria da arte. Lisboa: Difel.
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Kubler, George. (1972) 1988. A arquitectura portuguesa chã. Lisboa: Vega.
Moreira, Rafael. (1991) 2023. A Arquitectura do Renascimento no Sul de Portugal, a Encomenda Régia entre o Moderno e o Romano. Lisboa: Colibri.
Pereira, José Fernandes, dir. 1989. Dicionário da Arte Barroca em Portugal. Lisboa: Presença.
Pereira, Paulo, dir. 1995. História da Arte portuguesa, 3 vol. Lisboa: Círculo de Leitores.
Pimentel, António Filipe. 1992. Arquitectura e poder. O Real Edifício de Mafra. Coimbra: Instituto de História da Arte.
Rodrigues, Dalila. 2009. A pintura num século de excepção, 1450-1550. (Arte Portuguesa, vol. 6). [s.l.]: Lisboa: Fubu Editores.
Senos, Nuno. 2002. O Paço da Ribeira 1501-1581. Lisboa: Editorial Notícias.
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Serrão, Vítor. 2009. A pintura maneirista e protobarroca (Arte Portuguesa, vol. 11). [s.l.]: Lisboa: Fubu Editores.
Sobral, Luís Moura. 1996. Do sentido das imagens. Ensaios sobre pintura barroca e a cultura do seu tempo. Lisboa: Estampa.
Soromenho, Miguel. 2009. A arquitectura do ciclo filipino (Arte Portuguesa, vol. 10). [s.l.]: Lisboa: Fubu Editores.
Referências bibliográficas complementares serão indicadas ao longo das sessões.
Método de ensino
As matérias serão leccionadas em sessões teóricas expositivas, complementadas pela análise particularizada de obras, comentário de textos e visitas de estudo.
Método de avaliação
A avaliação final deverá ponderar os seguintes elementos: a) teste intermédio com consulta, b) teste final com consulta, c) trabalho prático individual. Todos os elementos de avaliação são obrigatórios. A realização ou entrega atrasada de qualquer elemento de avaliação poderá ser penalizada ou não aceite.
Conteúdo
1. Conceitos e historiografia da arte em Portugal
2. Aberturas
Arte do Renascimento no século XV
O lugar da arte manuelina
3. Renascimento, Classicismo, Modo Romano
Os contributos dos escultores franceses
Focos regionais e mecenato episcopal; Viseu
A encomenda régia no reinado de D. João III e a cultura humanista
Os colégios da Rua da Sofia em Coimbra e Diogo de Castilho
A reforma do Convento de Cristo em Tomar e João de Castilho
A corte em Évora e os casos de igrejas de planta centralizada
Cultura tratadística e experimentalismo arquitectónico
A formação da figura do arquitecto (Diogo de Torralva e Miguel de Arruda)
O claustro grande de Tomar e a influência de Serlio
4. Pintura em Portugal no século XVI
As principais oficinas: Lisboa e Viseu
Os pintores da imagem tridentina, o retrato de corte e o estatuto do pintor
5. Arquitectura chã e Classicismo nos tempos sebástico e filipino
A época sebástica e a problemática da arquitectura chã
As novas dioceses e as igrejas Companhia de Jesus
Filipe II, Lisboa e o convento de S. Vicente de Fora
Renovação da arquitectura monástica
As aprendizagens e o estatuto do arquitecto
6. Arquitectura chã e Barroco: o ciclo da Restauração
Problemas historiográficos
Arquitectura militar e civil
As obras comemorativas e a planta centralizada
Artes decorativas, arquitectura efémera e festa
7. Pintura e escultura em Seiscentos
8. Barroco Romano e encomenda régia de D. João V
As artes vindas de Itália e as relações diplomáticas
O complexo do palácio-convento de Mafra
Filippo Juvarra e o projecto da Patriarcal em Lisboa
O palácio-convento das Necessidades
O Aqueduto das Águas Livres
9. Barroco e variações regionais
Nicolau Nasoni e o Porto
André Soares e Braga
O tema da casa senhorial
Os santuários de peregrinação: de Norte a Sul
10. No final do Antigo Regime
A reconstrução de Lisboa e o fenómeno pombalino
A arte de corte e o palácio de Queluz
Lisboa entre a basílica da Estrela e o palácio da Ajuda
Classicismo na escultura: Joaquim Machado de Castro