Filosofia da Linguagem
Objetivos
a) Conhecimento das principais questões suscitadas pela linguagem em sede filosófica.
b) Capacidade de analisar textos, reconstruir as mensagens implícitas e justificar interpretações.
c) Capacidade crítica de confrontar diferentes teorias.
d) Conhecimento sumário das relações e interseções entre o estudo da Linguística contemporânea e a Filosofia da Linguagem.
e) Identificar os vários aspetos implicados na descrição fenomenológica da linguagem.
f) Identificação das principais articulações da Filosofia da Linguagem com a Ontologia, a Antropologia e a Filosofia do Conhecimento.
Caracterização geral
Código
01102020
Créditos
6.0
Professor responsável
Pedro Rui do Espírito Santo Abreu
Horas
Semanais - 4
Totais - 168
Idioma de ensino
Português
Pré-requisitos
A disponibilizar brevemente
Bibliografia
PARTE I
Frege, Gottlob. (2019). Sobre Sentido e Denotação. In Cinco Ensaios Lógico-Filosóficos. Guimarães Editores. [publicação original: 1892]
Russell, B. (1905). On Denoting. Mind, 14(56), 479–493.
Grice, P. (1989b). Meaning. In Studies in the Way of Words. Harvard University Press. [publicação original: 1957]
Grice, P. (1989a). Logic and Conversation. In Studies in the Way of Words. Harvard University Press. [publicação original: 1975]
Davidson, D. (1984b). Truth and Meaning. In Inquiries into Truth and Interpretation (pp. 17– 36). Clarendon Press. [publicação original: 1967]
Davidson, D. (1984a). Radical Interpretation. In Inquiries into Truth and Interpretation (pp. 125–139). Clarendon Press. [publicação original: 1973]
Kripke, S. (1996). Naming and Necessity (excerto). In A. P. Martinich (Ed.), The Philosophy of Language (3rd edition). Oxford University Press. [publicação original: 1980]
Putnam, H. (1973). Meaning and reference. Journal of Philosophy, 70(19), 699–711.
PARTE II
Cappelen, H., & Dever, J. (2019). Bad Language. Oxford University Press.
Frankfurt, H. G. (2005). On Bullshit (1st edition). Princeton University Press. [publicação original: 1986]
Carnap, R. (1932). The Elimination of Metaphysics Through Logical Analysis of Language. Erkenntnis, 60–81.
Chalmers, D. J. (2011). Verbal Disputes. Philosophical Review, 120(4), 515–566.
Ludlow, P. (2014). Living Words: Meaning Underdetermination and the Dynamic Lexicon. Oxford University Press. (Caps. 1 e 2)
Método de ensino
Sessões expositivas e de discussão com os alunos.
Leitura, análise e comentário de textos.
Sessões práticas de resposta a exercícios e discussão de problemas.
Método de avaliação
Conteúdo
Este curso divide-se em duas partes.
Na primeira parte explora-se um conjunto de perguntas fundamentais a respeito da natureza do significado linguístico. A perspetiva adotada é cumulativa e sincrética, retendo e combinando esclarecimentos de diversas proveniências. Mostra-se que o significado linguístico tem qualquer coisa que ver com:
- representação do mundo: referência, descrição, estar por, ser acerca de
- verdade: valores de verdade, condições de verdade, métodos de verificação
- pensamentos: expressão, transmissão, indução, recursive mindreading
- estrutura: composição, forma lógica
- comunidade: coordenação, estruturas e organizações coletivas
A segunda parte procura elucidar a possibilidade de uma perspetiva normativa sobre o significado linguístico, orientada quer para a tarefa de avaliação dos recurso linguísticos e semânticos disponíveis, quer para projetos de aperfeiçoamento desses recursos. Identificam-se defeitos e limitações nos significados e práticas linguísticas, tais como:
- “bullshit”
- sem sentido
- disputas verbais
- defeitos políticos e sociais
- defeitos epistémicos
São, então, consideradas perspetivas e estratégias de resposta e melhoramento no âmbito da recente discussão sobre o tema da engenharia conceptual.