Antropologia Filosófica
Objetivos
a). Adquirir conhecimentos básicos, do ponto de vista histórico-filosófico, no âmbito da antropologia.
b). Adquirir a capacidade de identificar e compreender as principais linhas de força da tradição filosófica europeia no que diz respeito à concepção do sujeito humano.
c). Desenvolver uma atitude crítica e a capacidade de reflectir autonomamente sobre as principais questões da antropologia filosófica na actualidade.
d). Adquirir um conhecimento básico da complexidade de problemas e de áreas disciplinares que se cruzam no âmbito da antropologia filosófica.
Caracterização geral
Código
711031051
Créditos
6.0
Professor responsável
João Manuel Pardana Constâncio
Horas
Semanais - 4
Totais - 168
Idioma de ensino
Português
Pré-requisitos
Não aplicável.
Bibliografia
-HEGEL, G. W. F., [1807] (2021), Fenomenologia do Espírito, trad. José Barata-Moura, Lisboa: página à página/ (1952), Phänomenologie des Geistes, Hamburg: Felix Meiner Verlag
-HYPPOLITE, J. (1946) Genèse et structure de la Phénoménologie de l'esprit de Hegel, Paris: Aubier/ (1974) Genesis and Structure of Hegel's Phenomenology of Spirit, Evanston: Northwestern University Press
-PINKARD, T. (1996), Hegel's Phenomenology of Spirit: the Sociality of Reason, Cambridge: Cambridge University Press
-PIPPIN, R. B. (2011), Hegel On Self-consciousness: Desire and Death in the Phenomenology of Spirit, Princeton: Princeton University Press
Método de ensino
As metodologias de ensino incluem aulas teóricas e práticas com o mesmo peso lectivo. As aulas práticas têm como objecto o comentário e discussão dos textos filosóficos em causa no curso.
Método de avaliação
A avaliação é constituída por Prova de Frequência (80%); avaliação contínua e participação nas aulas (20%).
Conteúdo
Literatura e "fenomenologia do espírito" na concepção hegeliana do ser-humano
O curso consistirá no estudo da Fenomenologia do Espírito, de Hegel, de dois pontos de vista particulares: (a) a pergunta "o que é o ser-humano", (b) a relação entre filosofia e literatura. Nos três capítulos finais da Fenomenologia do espírito — capítulos VI. Espírito, VII. Religião, VIII. Saber Absoluto —, a literatura desempenha um papel crucial. Desde a Antígona de Sófocles, as comédias de Aristófanes, o Fausto de Goethe, Dom Quixote de Cervantes, Hipérion e Empédocles de Hölderlin, Sobrinho de Rameau de Diderot até, na última linha do livro, ao poema "Amizade", de Schiller, tudo nesta segunda metade da obra prima de Hegel parece depender da interpretação filosófica de obras literárias. O curso interrogará esta relação entre literatura e filosofia — ou literatura e "fenomenologia do espírito" — com o objectivo de pensar a concepção hegeliana de "ser-humano".