Tafonomia e Paleoecologia
Objetivos
A disponibilizar brevemente
Caracterização geral
Código
10936
Créditos
6.0
Professor responsável
Miguel Moreno-Azanza, Octávio João Madeira Mateus
Horas
Semanais - 2
Totais - 44
Idioma de ensino
Português
Pré-requisitos
A disponibilizar brevemente
Bibliografia
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Fernández-Jalvo, Y. and Andrews, P., 2016. Atlas of taphonomic identifications: 1001+ images of fossil and recent mammal bone modification. Springer.
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Behrensmeyer, A. K., Kidwell, S. M., & Gastaldo, R. A. (2000). Taphonomy and paleobiology. Paleobiology, 26(S4), 103-147.
-
Fernández López, S. R. (2000). Temas de tafonomía. (In Spanish)
-
Martin, R. E. (1999) Taphonomy: A Process Approach. Cambridge University Press, Cambridge, xvi+ 508 pp.
- Rogers, R. R., Eberth, D. A., & Fiorillo, A. R. (Eds.). (2010). Bonebeds: genesis, analysis, and paleobiological significance. University of Chicago Press.
Método de ensino
Aulas teóricas. Aulas práticas de análise e discussão de estudos de caso apresentados. Trabalho de campo.
Método de avaliação
Avaliação contínua através da apresentação e discussão de relatórios e/ou temas de discussão.
Avaliação:
40% Testes no Moodle e/ou presenciais
30% Exercícios em sala de aula. Relatórios baseados em experiências tafonómicas realizadas na aula e no campo. Todas as aulas poderão ter exercícios de avaliação.
30% Ensaio e apresentação.
Conteúdo
Teórica
1 - Tafonomia: definição e partes. Composição das partes esqueléticas. Microstructuras mais comuns preservadas.
2 - Bioestratinomia: processos bioestratinómicos: dissociação, fragmentação, calibragem, orientação, transporte e concentração de fósseis. Questionários de campo. Conjuntos e associações de fósseis.
3 - Fosildiagénese: processos que favorecem a preservação: silicificação, piritização, fosfatização. Processos destrutivos: dissolução de carbonatos.
4 - Retroalimentação tafonómica. Mistura de gerações. Tafofácies
5 - Paleoecologia: conceitos gerais. Diversidade, equidade, dominância. Principais variações da diversidade no registro fósil. Extinções massivas: causas e consequências. O limite K/T.
6 - Estructuras tróficas em ecossistemas. Redes tróficas. Modelos em comunidades antigas.
7 - Relações organismo-sedimento. Bioturbação e bioerosião: morfologia, mecanismos, clasificações. Neoicnologia e Paleoicnologia. Bionomia bentónica.
8 - Ecossistemas de faunas excepcionalmente preservadas: Ediacara, Burgess shale, Hunrückschiefer, Mazon Creek, Holzmaden, Solnhofen, Montsec, Santana, Ambar do Báltico.
9 - Ecobioestratigrafia.
10 - Isótopos estáveis em estudos paleoecológicos.
Prática laboratorial
1 - Análise de tipos de preservação, efeitos do transporte e destrução biológica em amostras.
2 - Tafonomia de laboratório: contagem de partes esqueléticas, fragmentação, abrasão, bioerosão, bioincrustação, calibragem.
3 - Cálculo de índices de diversidade, equidade e dominância a partir de varias amostras.
4 - Descrição de diferentes tipos de bioturbação e bioerosão, clasificação, estimação de paleoambientes.
5 - Interpretação paleoambiental de perfis de isótopos estáveis de C e O em Moluscos.
6 - Prática de campo: aplicação de questionários tafonómicos em concentrações de conchas do Miocénico Superior marinho da zona de Lisboa.