Metodologias em Filosofia

Objetivos

1. Partilhar experiências individuais no âmbito da metodologia da investigação filosófica;
2. Adquirir conhecimentos aprofundados sobre metodologias no domínio da filosofia:
3. Desenvolver competências metodológicas que contribuam para a definição progressiva de um trabalho final aapresentar como termo do curso de doutoramento.
4. Identificar as características metodológicas de projetos em curso nas Unidades de Investigação associadas ao Ciclo de Estudos.

Caracterização geral

Código

73203100

Créditos

10.0

Professor responsável

Nuno Carlos da Silva Carvalho Costa Venturinha

Horas

Semanais - 2

Totais - 280

Idioma de ensino

Português

Pré-requisitos

N/A

Bibliografia

HEIDEGGER, M. (1927) Sein und Zeit. Tubinga: Max Niemeyer Verlag; (2012) Ser e Tempo (tr. F. Castilho). Edição bilíngue alemão-português. Campinas/Petrópolis: Editora da UNICAMP/Editora Vozes.


HUSSERL, E. (1913) Ideen zu einer reinen Phänomenologie und phänomenologischen Philosophie. Erstes Buch. Haia: Martinus Nijhoff; (2006) Ideias para uma Fenomenologia Pura e para uma Filosofia Fenomenológica I (tr. M. Suzuki). São Paulo: Editora Ideias & Letras.


WITTGENSTEIN, L. (1922, 1933) Tractatus Logico-Philosophicus (tr. C. K. Ogden). Londres: Kegan Paul, Trench, Trubner & Co.; (1987) Tratado Lógico-Filosófico (tr. M. S. Lourenço). In Tratado Lógico-Filosófico – Investigações Filosóficas, 1-158. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.


WITTGENSTEIN, L. (2003) Philosophische Untersuchungen. Frankfurt: Suhrkamp; (1987) Investigações Filosóficas (I) (tr. M. S. Lourenço). In Tratado Lógico-Filosófico – Investigações Filosóficas, 159-499. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Método de ensino

O método de ensino combina estudo textual rigoroso com exercícios práticos de análise lógica da linguagem e descrição fenomenológica, incluindo apresentações de trabalhos dos alunos.  

Método de avaliação

Cada aluno deve realizar um trabalho escrito (70%) que será apresentado e discutido em aula (30%).

Conteúdo

Métodos da Filosofia


O curso divide-se em duas partes e visa mostrar que a filosofia analítica e a fenomenologia não estão necessariamente situadas em polos opostos ao nível metodológico. A primeira parte explora a forma como Wittgenstein concebe o “método da filosofia”, no seguimento da tradição analítica de Frege e Russell. Analisa-se num primeiro momento a conceção metodológica do Tractatus (expressa nomeadamente em 6.53) e num segundo momento a ideia desenvolvida ao longo da segunda fase do seu pensamento de que, em vez de existir “um método da filosofia”, importa compreender que “existem, sim, métodos, tal como diferentes terapias” (Investigações Filosóficas, §133). A segunda parte explora a maneira como Husserl e Heidegger tratam o acesso ao si: métodos fenomenológicos (epoché, redução transcendental e eidética), modos de manifestação do si (sensação, impulso, emoção, sentimento, perceção, compreensão) e a transformação do problema na analítica existencial temporal (Befindlichkeit, disposição afetiva, tonalidades e cadências).